19 de maio de 2015

Quando é a hora de amadurecer?

Me acha imatura? Vou dar língua então! :P

Sempre que eu revelo a minha idade as pessoas não acreditam ou acham muito estranho. Isso não é de se espantar, já que eu sou tão pequena, adoro usar acessórios delicados, sempre que posso me visto como uma menininha em vez de me vestir com roupas elegantes, sexys, tradicionais ou sérias. Mas o fato de eu não ter crescido tanto, de eu usar roupas fofas, de eu rir de tudo ou de chorar por tudo não diz absolutamente nada sobre a minha maturidade. Mas as pessoas insistem em ver tudo tão superficialmente. Por exemplo, minha agenda é da Monster High, e o que a as pessoas superficiais pensam sobre isso?

(a) Ela é uma mulher com a agenda da Monster High, super normal. 
(b) A agenda dela não importa.
(c) NOSSA, COM 21 ANOS USANDO AGENDA DE CRIANÇA DE 12, TÁ NA HORA DE CRESCER , QUE GAROTA ESTUPIDA IMATURA!


Letra "c"!  Mas o que ninguém sabe e nem se importa em saber é que apesar de ser da Monster High, a minha agenda  não está lotada com coisas escrita tipo "One direction para sempre" ou tem colagens com fotos do Justin Bieber e muito menos coraçõezinhos com o nome do meu crush dentro. Mas tem datas de provas, trabalhos, enfim, tem tarefas da minha vida acadêmica que eu tenho que cumprir. Tem os livros que eu quero ler (incluindo livros que meus professores citaram em aula e eu me interessei). Tem datas de contas pra pagar, tem um pseudo controle do que eu gasto (porque sim, eu me preocupo com o dinheiro dos meus pais). Bem imaturo não?

Me acha imatura? Bem, a minha boneca não acha.
As pessoas adoram rotular como imaturidade o fato de outras gastarem dinheiro com coisas fúteis. Eu  assumo: já fiz/faço muito isso. Comprei iPhone (numa época que gastar quase 2000 com um celular era um cúmulo), um netbook rosa, gastava com coisas caras e desnecessárias e até mesmo com esmaltes só porque eles tinham embalagens bonitas (tipo esse ♥). Isso não é imaturidade, até porque em momento nenhum eu bati meu pé e exigi isso dos meus pais e comecei a chorar pedindo. Pelo contrário, eu fui trabalhei e comprei com o MEU dinheiro, claro muitas vezes meus pais me ajudaram com as minha bobeiras, mas por que eles quiseram, nunca exigi.

Ah, ok, mas e sobre eu ser uma criançona e viver rodeada delas e brincando? Ter facilidade com crianças e saber brincar com elas foi muito útil até mesmo pro início minha carreira profissional, já que depois que trabalhei de garçonete (veja sobre isso aqui) fui trabalhar como recreadora. E a brincadeira já me foi útil fora do trabalho também, eu brincava muito com meus irmão e já usei isso como método de mante-los por perto enquanto minha mãe me pedia pra olha-los. Por ser filha mais velha, sempre me senti responsável por eles e tento ao máximo ser um exemplo a ser quase seguido, eles me acham louca, mas ainda sim sou um exemplo. 

Fui tão imatura que foi sorte eu sair muito bem no meio de adultos com só 17 anos :P

Ser filha mais velha, me sentir responsável por meus irmãs, trabalhar desde nova por pura opção só pra ser "financeiramente independente" e pela a educação que recebi dos meus pais, posso dizer que sou há muito tempo bem madura. E sabe qual é o legal disso tudo? Ainda assim, sendo madura nunca deixei a criança dentro de mim morrer. 

Adoro dar conselhos pras minhas amigas mais novas, ainda me interesso pelas coisas do mundo teen. De vez e quando eu compro a Revista Capricho. Confesso hoje em dia eu não dou a mínima pra saber dos 10 sinais que ele está afim de mim, mas isso já foi o maior dilema da minha vida um dia. E quando eu nem sabia que existia Google foram essas revistas teen que tocavam em assuntos que eu precisava saber e que ninguém ousava falar ou que eu tinha vergonha de perguntar. Por mais que hoje eu seja muito mais ligada na Super Interessante e na Galileu, do que na Capricho, digamos que  é ainda na Capricho que me sinto em casa

As vezes eu pergunto pros outros "Você gostaria de voltar naquele tal tempo?" ~ coisas de fã de Efeito Borboleta ~ e as pessoas respondem "queria viver aqueles momentos, MAS com a cabeça que eu tenho hoje" e eu acho que toda vez que eu me permito que um eu adulto  faça parte da minha personalidade sem que o meu eu adolescente/criança  vá embora, eu estou fazendo isso: vivendo a adolescência com a cabeça de hoje. E se ser assim é ser imatura:

Então a imaturidade é a minha maior qualidade.

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